doidera
toda essa sujeira
ainda bem que é besteira
que vem e vai e cai
indo pelo ralo
pro fundo do buraco raso
oco e fosco
torto e tosco
como é o poço
onde eu jogo todos
e assim fico sozinho
por cima da carne seca
sossego, sombra e água fresca
me traz um aperitivo, minha deusa?
e fico
só afugentando os urubus. as hienas
por puro ciume e egoismo
cinismo antes só visto
no festival de cinema de veneza
o maniaco obsessivo
virou menino prodigio
minha parte eu nao partilho
minha carne é meu charme
e espero que nunca acabe
porque assim vou ter tudo
e rir tão alto de tal absurdo
ensurdecerei todos
todos na palma da minha mao
ao alcance da visão
e se fugitivo fizer
eu venho, vejo e venço
e nem jogo no poço
[este sim, para todos
grito cala a boca, porra
e mando direto pro calabouço
[este sim, para tolos.
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todo mundo quer aparecer
eu tambem quero
ser capa da veja com

uma lata de cerveja
os pés em cima da mesa
tim maia no som cantando
que beleza
ir tomar café na padaria
enquanto eu olho a tv
e a ana maria me dá bom dia
e eu responder bom dia
e o chapeiro responder
dá um autografo pra minha filha?
mas é claro, simpatia
porque agora eu sou famoso
e as portas abriram-se para mim
ser buscado por uma limousine
e falar pro motorista
quando ve umas meninas
buzine, buzine, vamo pro crime
abrir uma garrafa de cristal
e pagar um pau sem igual
na frente da catedral
pros transeuntes pedrestres
que vao berrar pra mim
vai com tudo, cabra da peste!
ter o celular do neymar e falar
e ai: aquele churrasco do escracho
nao vai rolar?
ir pra lá, uma rima rimar, uma cerva tomar
e a passista da portela no meu colo
no molejo vir sambar
porque agora eu sou famoso
eu já falei isso
e cada vez que eu falo
fica mais gostoso
e vou aparecer naquele ex-gordo
ostentando pulseira de ouro
e ser o novo queridinho do brasil
da sua mae a sua vizinha
todas vao usar minha linha de calcinha
frases personalizadas e minha cara estampada
dai mesmo que eu nao vou precisar mais de nada
o catra vai ser meu vizinho
e vamos fazer a noite do canarinho
um monte de periquita na gaiola vai entrar
barril de 50 litros de energético
pra essa coisa toda nunca acabar
vou ter uma marca superprize
lacostemitsubichitashtolonike
no facebook, ser recordista de like
dando um beijo no cotovelo do tio eike!
sapato, gravata, chaveiro e terno
hoje eu sou moderno
toca meu funk ostentação na itapema
enquanto toco bongo na bunda
da garota de ipanema
mas que dilema!
pra terminar e só amar
mando um salve pros amigos
nao esqueci de voces
durmam tranquilos
amanha de manha
pego um voo em amsterdam
trazendo mais de 100 quilos
100 quilos de que?
99 de white widow
e um dvd de melhores momentos
da banheira do gugu com rodolfo e et
que é pra nós tudo se caga na frente
de 52 polegadas de lcd
aêêêêêê!
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bate
bate
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batebate
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batebatebatebate
batebate
batebate
bate
bate

ah.
gozei.

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Meu nome é André. André, o gigante. Sim, é uma coincidencia. Eu sou André e gigante como André, o gigante. Poucos conhecem, mas quandofaço lembrar, todos reconhecem. Bobagem. Meu pai é dono de uma grande empresa, empresa de lápis de colorir. E ele não é grande, nem minha mãe. Estranho, mas verdade. Só nao é mais estranho quando digo que tenho como segurança, guarda costas, um anao.

Quando tinha 17 anos, media 1,95. Hoje tenho 25, 2,20. Meu pé é 50, minhas roupas 55. Quanto ao meu xará, somos iguais só no nome e no tamanho, se bem que nem sei quanto ele mede. Ele deve tocar minha cabeça e eu a dele. Só que eu não luto luta livre e nem tento quebrar o recorde de beber mais cervejas de uma vez só, 119 em 6 horas. Me preocupo mais com bonsais. E xadrez.

O Jairo é um companheirasso, tá comigo em todo lugar. Ele é pratico pra caralho, com o perdao da palavra, mas é mesmo. Eu fico, ele vai, eu nao passo, ele entra, eu aponto, ele pega, como um completasse o outro, Davi e Golias amigos depois da briga. E graças ao Jairo, ninguem se mete comigo, Parece brincadeira, mas ele é faixa preta em Hapkido. O último que veio pra cima ele deu no saco. Certeiro. E bem feito.

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Eu perguntei
Qual voce quer?
Ela pediu
Hoje, de hortelâ
Al Green
Eu pus e ela pôs-se a possuir a minha posse
Possuidamente.

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Nao é durante as noites e madrugadas, como atacado por vampiros sedentos de punhos e pescoços, mas é em diferentes minutos das vinte quatro horas que eu sinto o sangue vazar. Acabou, só que mesmo no copo vazio sempre sobra um chorinho de lágrimas a beber. Não devia falar sobre o assunto, eu sei, tocar o hematoma que dói, o roxo cor de dor, que deveria esquecer e viver, contudo suas coisas ainda estao aqui, num cantinho, de cantinho, mas estao. A bola de 15 pontas sempre me aponta as direçoes por onde voce andou pelo meu quarto, pela minha casa, os caminhos que trilhou e agora o vento venta, o sol ensola, a chuva leva e tudo vai indo, devagarinho, pra ter um gostinho. Não sei escrever bem palavras de amor, a desgraça sempre foi meu forte, só que não é isso agora e sim é um tanto, uma mistur
a, uma coisa, um negócio… Questiono se é o desespero que bate a minha porta ou é o frio do vazio que faz a madeira estralar? Se for o frio, não adianta bater. Se for o desespero, tento lidar sem medo. Sou um desesperado na espera do inesperado. O meu corpo a cobrir o seu, o seu nome a combinar com o meu, o nosso que virou pega que o filho é teu. Filho? Qual vai ser o nome? O que restou? Fotos, mimos, um farelinho dentro da gaveta, a camiseta amarela adocicada. Coisas e mais coisas que só a gente entende, que só a gente viveu e sabe como faz, duma maneira única e exata, como desamarrar os cadarços e amarrar teus dedos. Moça bonita, veja, somos e fomos como vários por ai que só de olhar pro outro fica na dúvida se é aquilo mesmo ou se por trás tem mais para matar a nossa sede. Revejo os bons momentos, lembro dos acontecimentos, deixo a merda cair no esquecimento. Tomo uma cerveja e levanto a cabeça. Nem eu entendo porque escrevi isso, abestalhado dolorido romantico, como nunca entendi porque, onde, como e quando, entretanto. Poderia escrever muito, falar já não me adianta mais, assim como não vai adiantar querer me esquecer. Palavras de amor, ai, ai, como são tolos aqueles que escrevem cartas de amor, mas são mais tolos ainda os que nunca escreveram o amor. Se quiser ler, leia, se não quiser, ria com os quadrinhos. Vai ser melhor. O sangue jorra em diferentes periodos do dia, os vampiros usam filtro solar, coisa que você sempre me disse pra fazer, assim como me disse pra te escutar. Só que nem orelhas de Dumbo me tirariam de tal surdez. Azar.

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Espanca
Espanca
A flor bela
Espanco
Espanco
Até sair manco
E o tamanco
Quebrado rachado
Pelas pétalas
Das flores belas
Do maracujá
Que não combinam
Com o jardim
Mascarando colorindo
As sutilezas
Do puro e belo
Nobre e branco
Jasmin.
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