Feijão na panela: 700g-1kg de feijão vermelho ou preto. Carne de porco variada, paio linguiça, costela e miúdos. Pode ser carne de gado também. Folhas de louro, que devem ser quebradas ao serem postas na receita, pois só assim liberaram seu sabor e aroma. Um vizinho me disse que o louro também servia para não deixar o feijão estragar. Cebola e alho a gosto, assim como pimenta, sal e outros temperos. Não sei usar panela de pressão, por isso uso panela normal. Demora um pouco mais, mas não corro o risco de levar feijão na cara. Sim, sou cozinheiro e não, não sei usar tal instrumento. Comece escolhendo o feijão, tire bagos estragados, mofados, pedras e outros objetos estranhos. Deixe de molho de um dia para o outro e não esqueça de retirar da água, caso isso o feijão germinará ou mofará. Assim, frite a carne com a cebola e o alho em uma panela que comporte a quantidade de feijão escolhida, deixando os pedaços adquirirem consistência e cocção. Quando a mistura estiver devidamente cozida, acrescente os feijões. Misture bem para que os grãos peguem gosto. Adicione água, cobrindo cerca de 2 dedos acima do feijão. Deixe tudo cozinhar muito bem por cerca de 2 horas, aproximadamente. De vez em quando, vá provando até sentir que está como deseja. Finalize temperando com sal, pimenta e tempero verde, como salsa, coentro, cheiro verde e o que mais preferir. Uma dica: para que o feijão engrosse, esmague alguns bagos em uma xícara e depois volte-os para a panela.

Quando será que vão acabar as segundas feiras?

Muitas palavras ditas, sem sentido algum, atiradas para todos os lados, com nenhum sentido, decadentes, sinto-me indecente, a propósito, o que proponho, envergonhará você: cale a boca.

Seja o que você faça, não conte para ninguém.

Rosas são vermelhas, violetas são azuis, de orelha a orelha, apenas Rythim and Blues.

Trechos de estrada marcados com pesados passos cansados do ir e vir por um caminho fatigados e batido, surrado com os sapatos enlameados, sujos como a cansada face desmoralizada.

Após 1 ano e 7 meses, ela voltou da morte para contar o que havia lá. A princípio, a família estranhou, perguntou o que queria, se era isso, a haviam enterrado, sacramentado e juramentado, mas ela disse que como a saudade era maior, decidiram revelaram diante das câmeras os fatos. Como, quando, onde? Banho tomado e cabelo penteado, disse que as coisas do outro lado parecem com a fila das Lojas Americanas no Natal, com todo mundo esperando ser atendido para ir para a casa contentes, com seus presentes, e ela foi ai que ela cansou de esperar, deixou suas compras no primeiro cestão e saiu. Foi assim, até quando notou o escuro do caixão. Abriu os olhos e saiu. Hoje, diz ela arrependida, não espera mais em filas. Compro tudo pela internet, comenta.

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Marquinhos e Danilo. Jogadores inseparáveis.

Noite de Natal, os dois davam um rolé pela cidade, procurando uma festa para tomar uma e fumar um e ficar de boa. Andando no Uno, ouvindo um funk, com uma gelada e um béqui rolando baixo para não chamar atenção. Passaram por duas minas numa avenida, cheia de lojas de carro e cachorros quentes, uma loira e uma morena, que logo chamaram sua atenção.

Olha essas mina ai, negão, é hoje que elas vão ganha um Peru de Natal!
Hahahahaha!

Os dois passaram rindo, olhando as meninas pelo retrovisor. No som, no talo, o tambor batia Então vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem! Então vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem! Então vem pra ti comer novinha! Então vem pra ti comer novinha! Então vem pra ti comeeeer novinha! Resolvem entrar no posto de para comprar mais gelada.

Espera ai que eu vo dá uma mijada.
De boa.

Marquinhos dá uma bola e joga a ponta fora. De presente de Natal, ganhou uma camiseta do Bayern de Munich e um MP3. Também presenteou sua mãe com uma camiseta e uma calça e sua irmã menor com uma boneca e um fone de ouvido. Além deles, estavam juntos na ceia o avô e a avó, sua tia, seu tio, sua prima, seu primo e mais alguns vizinhos. Seu pai ele não via fazia uns 7 anos.

Danilo lava as mãos enquanto olha o cabelo raspado pintado de amarelo com duas faixas em cima, no lado esquerdo. Vê se os brincos estão ajeitados, o crucifixo e o escapulário no seu lugar, o relógio dourado. A camiseta da Oakley ele guardou especialmente pra sair esta noite. Gostava de Oakley porque dava um estilo diferenciado. Tinha duas Juliettes também, uma dourada e uma preta, uma de lente verde e a outra rosa, e as achava a coisa mais valiosa que tinha.

Ei, vamo pega uma gela ou vamo num whisky?
Os dois, feio. Quando acaba um a gente bebe o outro.
Hahaha. Fecho.

Pegam duas cervejas e na leva um energético, gelo e um whisky que já vinha com copo, melhor ainda. Ficam vendo as coisas para comer e o que mais tinha por ali, enquanto passam pela porta as duas meninas. Uma morena de cabelo enroladinho vestido preto num salto alto e uma loira de blusa branca e calça preta.
De imediato se olham, até as duas acabarem no banheiro.
Os dois se entreolham disfarçadamente.

Que morena rabuda, irmão. É hoje, doido!
Porra, que gostosa.
Olha como ela passa.
Duas gostosa.
Deu trinta e cinco reais e quinze centavos. Qual a forma de pagamento?
Ve quinze ai que eu completo.
Fecho. Vamo pega as coisas e espera elas.
Fecho, nego.

Sairam com as coisas e olharam para ver se tinham algum conhecido. Vários carros por ali. No longe, rolava um pancadão forte. Cheiro de gasolina bom. Todo mundo gostava. Todo mundo saia pra dar uma volta na noite de Natal. Sempre rolava um som em algum lugar e era só colar que dava bom. No Natal ainda, com certeza a coisa ia até mais além que o amanhecer. Cerveja e whisky dava liga e uns bequis pra fecha. Se pintasse um algo a mais, melhor ainda. Um quebrava o gelo e outro preparava os copos. A noite era longa, tudo podia acontecer.
Não tinham se decidido onde iriam e ficavam se perguntando qual ia ser. Haviam as cidades perto também, se bobia podiam toca para lá. Já dentro do carro, enchendo o copo verde com whisky, Marquinhos vê a primeira saindo, a loira, que dava um gole na cerveja. Logo atrás, a morena vinha mexendo na bolsa. Os dois ligam o som baixo e fintam as duas.

Danilo enchia seu copo em cima do capo e assim que as vê, abre um sorriso no rosto. Passa a mão na corrente. A maldade vem a mente. Toma a frente e vai falar com elas.

Eai, Feliz Natal. Tudo bem com vocês?
Oi, de boa, e com você?
Também. A gente viu vocês vindo ali, vocês tão indo pra algum lugar?
Tamo dando uma volta ai, vê o que tá rolando.
A gente tá de carro ai, tem um whisky ali, o que vocês acham de dá uma volta?

As meninas se olham e não exitam.

Vamo sim.
Vamo ali então, vem com nóis. Meu nome é Danilo, eu to com um amigo ali.
Eu sou a Patricia e essa é a Larissa.
Prazer vocês duas.

Dois beijinhos em cada. Que lindas. Uma de vestidinho preto de alça, cabelo encaracolado, perfumada, batom vermelho, bem gatinha nesse salto, bem no estilo, dingou bel, tem a loira de blusa branca colada, cheirosa, bem linda, coxudona, uns peitos grande, deliciosa, noite feliz, ó senhor!

Oi, oi, tudo bem?
Oi, oi.
Marquinhos, essa é a Patricia e essa é a Larissa.
Chega mais, chega mais.

Termina de fechar o baseado e bota atrás da orelha, pega a chave, bota na ignição, Danilo vai atrás com a loira, baixa o banco, a morena vem na frente, vê um copo pra mim, todo mundo se ajeita, abaixa o vestido pra não mostra demais, arruma a camisa pra fica manhoso, dá um sorriso, pensa no que pode vir, e enquanto aumenta o volume, a música passa no visor do som do uninho “MC Dé – Vem mansi… 21, 23, 24, 25, 27, 30”.

Então, a gente tá de rolé por ai, vocês tão por alguma volta?
A gente tá pensando em ir pra Lagoa, diz que lá tá rolando uma festa, tem umas amigas nossas por lá, disseram que vai te Dengoso.
Fecho então, partiu lá. Acende a catronca ai, jogador.
Perai, porra.
Hahahaha.
Eai, vocês são de onde?
Eu sou do Zanelato, a Lari é de Biguaçu.
Ele é da Trinda e eu do Morro do Céu.

Danilo não conseguia tirar os olhos do decote da loira, era a coisa mais linda que via esta noite depois da ceia do Natal. Ia comer duplamente bem nessa noite, presentão do papai noel.
Marquinhos era mil pensamentos no volante. Olhava palmo a palmo o corpo escultural da morena ao seu lado. Aquele salto alto, deixava as pernas ainda mais tentadoras, prontas prum ataque fatal de suas mãos.
Era hoje que os dois iam mete um bacanal pra virar história no próximo Natal, todo mundo ia ver.
Danilo se jogava pra cima da loira cada vez mais, chegando perto e mais perto, ouriçado com tudo aquilo que ela tinha pra oferecer e ele queria só pra ele.
Marquinhos era só papo pra lá e pra cá com a morena, fazendo ela rir e ficar bebada cada vez mais.
O do banco de trás fez a jogada certa e fisgou a delicinha, enquanto o motorista ficava rindo com todo o movimento. Beijava seu pescoço, sua boca, a mão ia e vinha por todo aquele corpão e ele só pensava besteira.
Ai bem que me disseram que esse pessoal daqui era rapidinho, jesus, dizia ela ofegante enquanto o rapaz passava a mão pelo seu corpo como um ladrão que quer roubar mais que pode carregar.
Na parte da frente, as pernas da menina eram alvos do sorrateiro Marquinhos, que era impedido de avançar mais com um pouco de graça e devassidade.
Entre um copo e outro de whisky com energético se olhavam e se devoravam, pareciam que tinha seu pensamento lido, linha a linha, com a morena passando a mão por cima de sua calça sem nenhuma prudencia, igual e ele passando por cima das tartarugas da estrada entre 120 e 130, com um farol meio apagado e um cinto de segurança quebrado.

Não dá nada, porra!

Muita, muita, gente, lata de cerveja por 50 centavos, cachaça barata, caipivinho, caipirinha, capeta, diabólico, som estourando, funk, pagode, rap, gritos, escapamento de moto, pneu cantando, gritos, cheiro de sexo, perfume doce, maconha, lóló, churrasquinho de gato no ar e Gudan, 100 nego encarando o outro, gritos, 10 minas indo até o chão como se fossem chega no inferno – toc toc,  toca de Papai Noel na cabeça de uns, outros se agarrando na picardia, foguete 12 tiros, rajada de tiro pra cima, gritos, uns maluco se reunindo no beco, eram umas duas da manhã e tava só começando.
Lá dentro, mais e mais gente, putaria, cerveja gelada, vodka com energetico, whisky com energetico, cachaça com energetico, catuaba com energico, uma pilha de bisedal de king size de blunt, lança, passinho, MD, haxixe, narguile, som alto pra caralho, o DJ estralando com um saco de Papai Noel jogando bala de hortelã e doce de morango pra quem tava na pista, as mais gostosa indo até o chão, as pequena mexendo sem calcinha no palco, as novinhas com o pirulito na boca, sarrada sem fim no trenzinho, olhares perdidos, perdição no ar, Danilo e Marquinhos não se aguentando de tesão, as duas amigas sendo alvo das provocações e tentações, todo mundo suado e lambuzado, numa meia luz com outras tantas luzes coloridas dando um clima.

Tá tremendo essa porra, negão!
Hahahahaha!

Danilo encontra uns conhecidos das areas e fica trocando um papo esperto enquanto Marquinhos fica com as duas tomando uma cerveja, jogando conversa fora.

Hahahaha, mas eu duvido vocês duas se beijarem…

E não foi nem preciso termina a frase para uma estar com as mãos na nuca da outra e a língua dentro da boca se beijando no ardor daquele calorão deixando o garoto prestes a estourar o cordão do calção da Billabong. Não se acreditava nem um pouco que tava ali na frente daquelas duas desconhecidas que se beijavam num tesão só.
Uma deixa a outra e puxa o rapaz pra junto delas, fazendo um sanduiche que atraiu todos os olhares dali, inveja na mente do bandido que só via os 3 mordendo orelha, o pescoço, beijando e mordendo forte, a nuca, a boca, pegando nas bundas, peitos, coxas, braços, pau e um pouco mais.

Dengoso começa a toca “Safada” e chama meninas pra subirem no palco

Quero ve quem vai se as novinha safada que vão subi aqui em cima e mexe o cu bem gostoso! Vem que vem que vai te tequila pra todo mundo nessa porra, caralho!

De pronto, Patricia e Larissa se olham na travessura e são as primeiras a subir.
Mexem a bunda num ritmo frenético, balançando peitos e pescoços, se mexendo todas, incendiando o palco com mais 3 meninas.
Marquinhos e Danilo ficam cada vez mais tolos com a situação.

Caralho, maluco, hoje meu pau vai assa!
Hahahaha!
Olha só essa bunda, imagina ela pulando em cima de mim!
Quero chupa aquela buceta até fica sem língua!
Porra! Vamo que vamo, caralho!

E as duas dançavam perdidamente, se apertando e se juntando com as outras meninas, levando o publico ao delirio. Batiam o bumbum no chão e se levantavam no estouro da granada. Os dois não conseguiam tira os olhos das duas.

Marquinhos se enroscava com a morena, que lançava seu cabelo cacheado no rosto e o deixava perdido naquela escuridão gostosa. Hipnotizados, desciam até o chão colados como unha e carne, com os dois num gelado banho de cerveja que servia para passar aquele calorão de corpos. A morena de frente para o jovem lhe mordiscava o pescoço, o deixando pirado com aquela sensação. Parecia que ela entrava em sua cabeça e fazia exatamente o que desejava, se roçando nele como uma formiga que subia e subia e dava uma coceira gostosa. O rapaz se perdia completamente naquele movimento e só pensava em comer ela ali mesmo, na frente de todo mundo, passando a mão em seu corpo todo, dos pés a cabeça, pensando no que mais ela podia lhe oferecer.

E no meio do inferno, tudo pode piorar. Corre corre, gente pra tudo que é canto, foge!, foge!, gritos é só o que se escuta.

Vamo, vamo, porra! Vão se metendo no meio daquela gente toda, tentando não ficarem na pior.

Uma briga começa, garrafas voando como pombos sem asas, chutes, socos, merda generalizada. Na saida, passam pelo corpo sangrando. Ao ver aquilo, a poça que se fazia e transformava o que sobrou do cérebro, os olhos das meninas brilharam, a língua lambeu os labios. O rapaz, de relance, olhou aquilo e sentiu um pesado calafrio nas costas. Vamo, vem, vem!

Porra que locura, porra que locura, porra que locura! Eu tava do lado dele, primeiro chego um cara e ele viro pra trás e depois veio outro e já deu cinco tiros na cabeça dele. Porra, foi foda demais, era só o que a loira conseguia falar.

Danilo estava fora de si, olhando a escuridão da estrada enquanto o carro acelerava mais e mais.

Porra, a gente tava bem de boa quando começou a confusão. Eu só escutei os tiro e tentei me protege, veio todo mundo pra cima, tá loco, essas merda ai é foda, muito foda.

Marquinhos acelerava se tremendo todo, tentando fugir de algo que lhe era comum, a violência, os tiros, a confusão, mas que ainda lhe causava pavor. A garota ao seu lado só ria, selvagem.

Hahahahaha!

Não sabiam se era de nervoso, se de pânico, se de graça.

Hahahahaha!

Marquinhos ainda sentia o calafrio nas costas de ver os olhos dela. Aquele sangue todo, era de verdade, dava pra sentir o cheiro de morte, de pólvora, coisa que ele já conhecia.

Hahahaha!

Patricia! Para, sua puta!

E sua resposta eram risadas.

Hahahahaha!

Hey, vamos parar um pouco o carro, o que vocês acham?
Hein? É…

Danilo murmurou.

O que foi, gatinho? Disse ela bem perto de seu ouvido?
O que foi, hein…?

Ganhando uma lambida no pescoço.

Ele que estava imergido em si, trancado em seu mundo, logo voltou numa especie de transe, de involuntariedade, já agarrando a menina pela nuca e enfiando a língua em sua boca. Marquinhos diminuia a velocidade e encostava o carro. Ligou um Marvin Gaye baixinho e deixou as coisas rola.

Esse é o cara que o Brown sempre fala, muito foda!

Hahahahaha!

O que é que você tem hein, sua doida?

Hahahaha… Nada não.

Ei…

Danilo tirou alguma coisa do bolso, um pacotinho. Pega a revista ai, Quinho. É nóis, meu parceiro. Do porta luvas, uma Playboy antiga.

Essa daqui é da boa.

As meninas se olharam, o que já era quente virou um vulcão.

Essas duas são muito doidas, pensou Marquinhos.

É, somos mesmos, disse Larissa atirando para todos os lados.

Caralho… a mina leu meus pensamentos.

Hahahahahah!

Somos mesmos, gato, disse Patricia, enquanto se aproximava para mais uma vez engolir sua língua.

No banco de trás a coisa também esquentava. Uma mão ali, outra lá, buscando dentro das calças uma surpresa. O carro parado ao ermo, num lugar mais vazio que a cabeça dos quatro, alguém passando lá onde não sabia onde era, as luzes dos postes metade falhas, metade apagadas.

Marvin Gaye cantava Lets Get It On quando Patricia ia pra cima do colo de Quinho no banco do motora e Lari puxava o pau de Danilo pra fora da calça.

Caralho, maluco, eu to no céu! Marquinhos repetia baixinho enquanto a morena mordiscava seu pescoço.

Ai, porra, devagarinho, gata.

E mordiscava.

Ei, calma, caralho, ei…!

E mordidinhas, pequenas mordidinhas.

Atrás, Larissa divertia Danilo chupando seu saco da cabeça aos pés, freneticamente.

Subia e descia, subia e descia, e o rapaz admirava aquele vai e vem do prazer. Os dois na frente se beijavam entre sorrisos e lábios encharcados entre os dedos de Marquinhos. Patricia continuava a mordiscar o pescoço com mais vontade…

Porra, deu! E passou a mão sentindo o sangue brotar. Caralho novinha, que vontade, parece vampira!

Disse pra ela no banco do carona, recebendo um sorriso malicioso.

No banco de trás, um seio pulava fora da camiseta justinha, bobinho.

É… Pareço…

E a garota pulou pra cima do rapaz, continuando a lhe beijar o rosto, a boca, o pescoço, o pescoço… Lambia aquele pescoço, de um lado a outro…

É… Pareço…

Larissa subia e descia e Danilo só queria que ela passasse logo da boca para a buceta, que subisse e descesse no seu pau.

É… Pareço…

Dando beijos e chupões em seu pescoço, deixando o garoto completamente inerte naquele estado de prazer e ecstase.

É… Pareço…

Seu faro se aguçando cada vez mais, seus olhos se revirando, suas mãos o agarrando  como uma presa fácil…

Aiiiiiii porra!

Caralho, sai daqui sua puta!

Numa profunda mordida, Patricia cravara os dentes no pescoço do rapaz, os caninos afiados rasgaram sua carne como uma peixeira, e não largava, forçava e forçava o corpo de Marquinhos no banco com o peso de uma tonelada.

Porra, porra, sai caralho!

Danilo estava num transe só quando se deu conta da confusão que se formava.

Ei… O que vocês tão fazendo?

Não é nada, não, disse Larissa com seu pau na boca, não é nada não, quando lhe olhou nos olhos com uma fome animal.

Ei… O que é isso? Caralho! Marquinhos, porra!

No es nada não, mira aqui pra mí, puto…

Disse ela passando a língua vorazmente na glande do rapaz.

Olha aqui pra mim, mergulhando em seu membro, mira aquí, finalizou ela com um rugido, um som grotesco.

Ahhhhhhhhhh!

Com uma só mordida, Larissa arrebentava as veias, as terminações, os nervos, a sensibilidade do pau de Marquinhos, arrancando o membro com força, com violencia e o puxando fora, carregando-o com a boca. Marquinhos se desesperava. Danilo no banco da frente se debatia perdendo a razão.

Porraaaaaaaaaaa!

A garota tomara uma feição demoniaca, com seu falo na boca.

Porrraaa… Uhffff! Uhrrrrr! Uhgggg!

No meio daquilo todo, Larissa cuspira o pau de Danilo dentro de sua própria boca, com a cabeça latejando pulsante pra fora, fazendo o rapaz se engasgar com aquela surpresa indesejavel.

Tomáte essa porra , pendejo filho da puta!

O membro preenchera a garganta do rapaz, tomando o espaço e não deixando o ar sair. Ele se engasgava em meio a sangue e desespero, com Larissa tapando sua boca.

No banco da frente, Patricia já não sabia mais onde morder o pescoço de Marquinhos, que naquele momento já perdera a consciência. Pegou a cabeça do rapaz com as mãos e a apertou, apertou, apertou, os ossos rugiam, os olhos saiam de orbita, a boca vertia um liquido espesso, viscoso e toda aquela porra explodiu.

Dale, ahora cê tá como aquél mierda, seu viado!

O sangue jorrava para todos os lados, Larissa voltara a posição inicial e bebia todo aquele plasma vermelho que vertia da virilha do garoto, uma nascente vigorosa que lhe alimentava o desejo e saciava a fome.

Aiiiii carajo, como tu eres un bombón, un caramelito yiyi, gato! dizia ela com as palavras vindo de uma boca negra, enquanto os olhos do rapaz se tornavam brancos, foscos, sem vida.

Sentada em seu colo, puxava o sangue da garganta agora, toda suja, todos sujos, bebia daquilo como um coitado de sede no deserto. Como você é gostoso, dizia ela.

Hahahahaha! Hahahahah! Hahahaha!

Gargalhavam sinistramente as duas com Marvin Gaye esperneando nos auto falantes.

Let your love come down
Get it on, come on baby

Hey bruja, ¿y ahora?
Agora, vamos donde tenemos que ir, dizia uma a outra.
Mas… y ¿nuestras planchas? ¿Cómo haremos pra salir daqui? Luego o Sol tá nasciendo y me gustaría de pegar una praia, no sé, es Navidad, no hay nada, ¿lo qué achas? Un surfezinho…

Num canto perdido da Praia do Moçambique, os dois moços descansavam, numa manhã que nascia quente. As duas rumavam pela reta sem fim, com o dia surgindo devagar, já quente como de praxe num dezembro ilhéu. Sorriam e riam: tinham curtido a noite de Natal como ninguém.

E faltava pouco para o Ano Novo.

Mirá, boluda… Hacemos así: Sacamos estas placas ahí, estás de 80, de bici, de chichichi, de qualquer cosa y tal, que surfean do mismo jeito y toco, mamacita!
¡Irra! Simbora que el Sol viene y que la Galleta no está lejos, nega!

Hahahahahaha!

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Há dias em que não há. Tudo fica parado ou tudo se mexe muito no que resulta em que não há. Fazer, olhar, perceber, tomar parte. Não há motivo, nem razão, seria muito esforço, muita fadiga, seria como ir pra rua lutar por nossos direitos, derrubar um governo, acabar com o imundo. Mas não há, muita pressão, muita coisa. Ou então não há, muita fraqueza, muita preguiça, sem determinação, bolacha recheada, guaraná, não há, simplesmente. Ou é agitação ou é passividade. Há ou não há? É como uma segunda com cara de segunda, uma terça com cara de terça, menos uma sexta, um sábado, talvez um domingo. Como quando acaba a luz ou há muita luz e uma música incessante ou só o carrinho de alvejante passando pela rua, informando a dona de casa que está passando pela rua o carrinho de alvejante. Dependendo do dia ou da hora, até do que está se fazendo, há e não há. Mas o que há e o que não há? Depende. Do dia ou da hora, até do que está se fazendo. Se não se faz nada, as vezes, há; o oposto também é verdadeiro. As horas passam muito depressa, já não se vê os filhos, as unhas crescem assim como o cabelo; as horas demoram, se arrastam feito caramujo, os filhos não param de perturbar, as unhas roídas e os cabelos caindo. Você acha o que: há ou não há?

Nelson_Ha-Ha

Hoje, agora, nesse momento, há, mas também não há. Há pois estou escrevendo, mas não há pois nisso não não há importância, são só palavras de alguém que queria um algo a mais para sair do conforto de não fazer nada durante algum tempo e fica inventando textos e palavras e linhas e conteúdos (falsos ou não, depende) para preencher algum vazio ou algum excesso. Pessoas passam pela minha frente, muitas hão e outras não, vão e voltam, hoje, depois de ir ao banheiro, amanhã, antes do almoço, daqui um, dois anos, vendendo sutiãs enquanto eu olho a vitrine. Enfim, isso não quer dizer nada, apenas repito o que as vozes na minha cabeça me dizem. Não sou um fanático, lunático, aristocrático, nem muito menos prático, dramático ou psicossomático, e isso não lhe diz respeito, nem quer dizer coisa alguma, nem sei qual o motivo de fazer estas referências, é que nesse momento há um conflito entre o há e o não há e acho que o há está ganhando. Mas daqui a pouco, ele perde. Eu vou ver só. Isso tudo merece uma comemoração ou um minuto de silêncio, se é que esse também não serve como comemoração à memória daqueles que merecem ser lembrados. Não quero dizer nada, mesmo que tenha muito a que falar. Mas é que não digo essas coisas pelos meus textos, prefiro dizê-las aos meus amigos, aos desconhecidos na fila do restaurante à quilo, ao meu tio que vejo duas vezes ao ano, ou então transformando essas palavras em ações, em momentos em que há e que não há.

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Minha atenção é dispersada
Pela coisa.

Me saboto com qualquer um,
Seja um estalar de dedos,
Seja uma dose de conhaque.

Acho que nunca mais vou escrever,
Nunca mais poesia,
Nunca mais viver:
Acham que isso é escrever?
Isto é pior que teimosia.

Já me interromperam dez vezes,
Isso daqui já não é o mesmo,
Mudanças de lugar, elevações e subtrações,
Pra quê tudo isso,
Por quê não me deixam?
Ao ler, onde está a emoção?
Ao ver, onde está o incômodo?
Ao deixar, onde está a satisfação pela saudade?
Ao ficar, onde está a esperança?

Nisso, sou um mínimo,
Sou um menor,
Não tenho culpas, nem desculpas
Mas invento culpas e crio desculpas,
Só para ter algo,
Só para dizer que não estou sozinho,
Um estranho.

Sou culpado por não ter culpas,
Por ser pacato demais,
Julgado por crimes que só cometo
Na minha cabeça.

Carrego nas mãos, em sacolas,
5 quilos de desculpas por 3 reais,
Promoção de fim de mês para alegrar
Os inimigos e a quadrilha.

Sei que tenho dez mãos
E cento e um dedos apontados
E mil bocas abertas
E dez mil olhos, todos indicando.

Minha culpa é simples: pensar.

Penso o mundo e só sinto
Tédio, tédio
Penso demais.

Acho que se for para a guerra,
virar morador de rua, passar fome,
perder a audição, comprar um carro,
branquear os dentes, ser amigo,
É que tudo vai ficar mais divertido,
Que vou sorrir para a vida,
Continuar até a morte.

Tenho diante mil mundos disponíveis
Como tomates numa gôndola
Mas o tédio por ter uma vida rotineira
Que as cercas impedem
Que eu invada fronteiras
É o pior de tudo.

Medo de deixar tudo
Largar tudo
Dar as costas para tudo que tenho
– Vontade e medo.
Esquecer de mim, de você,
De como se chama a rua da minha casa,
Os nomes dos amigos,
Esquecer tudo e não sequer ter vontade
De lembrar, de formar.

Tenho sabotado cada vez mais a mim mesmo
Achando que é verdadeiro
O que faço:
Tão sem ordem, sem cor, sem tristeza.
É tudo como o branco das paredes e
O sabor do cigarro
– Isso que nem fumo e minhas paredes
São amarelas, descascadas em formatos
De frutas exóticas e fétidas.

A quem quero enganar se até
Eu mesmo estou desconfiado
Que isso não é pra mim?

Há alguém que acredita em mim
E que não esteja rindo descaradamente
de minhas falhas tentativas falhas
Hahaha?

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Poesia do funcionário do mês

Da janela do
meu Windows
[MS Desktop, 1991/2017 ©
observo de perto
onde, bem longe,
eu queria estar…
= make a choice:
= where? /1 /2 /3

É mais longe
de onde minha imaginação
pode me levar:
eu daqui,
da janela do meu
quarto,
onde não vejo nada,
com as cortinas
fechadas
=deepweb.onion
=darkweb.onion
=fuckweb.garlic
para o s@l
/JAVA SCRIPT
/SUN ORACLE TECHNOLOGIES NETWORK
não me incomodar.

Observo
mil zeros e uns
00110001 00100000 00110001
00110000 00110000 00110000
</passarem pela
minha frente,
= did you see?
minhas retinas,
{jpg} {png} {pptx} vão de 1 a 1000 [exe] [txt] [pdf]
e não voltam,
seguem apressados,
assim como os
<html http://www.gigantepigmeu.wordpress.com
<title Conciso e coerente
<meta = o mundo
<meta = poesia boa
<meta = fazer você enlouquecer
neurônios, que
perco
tentando entender
suas funcionalidade,
suas capacidades;
assim como os
[command = choque]
impulsos elétricos
[command off = choque off]
que regem
minhas vontades,
me dando choques
<if 1 = 1, no 1 = 0,1000…
<if 2 + 2 = 5, all its ok!, ok?
por cada erro
que cometo,
um r@to de escritório.

E ao invés
de acariciar
este rato
%click the mouse to start
tão sem vida,
mais sem vida
que um rato morto
no asfalto opaco, raso,
acariciar um
hamster,
bonitinho hamster,
coisinha mini;
#littlehoney
#cutecute
#fofura
#vontadedemorder!
#mickeyzinho
#aiquelindo!
lhe dar de comer
brócolis,
ou também,
um porquinho da índia,
tal qual o poet@
tinha, aos 6 de idade,
“sua primeira namorada”.
;do you need a russian hot chick?
;click here and be the man!

Gostaria de
estar tocando piano,
um belo piano
caudaloso,
esplendoroso,
ao invés destas
teclas tão sem
[QWERTYUIOP]
graça,
tão sem melodia,
tão letárgicas;
pretas e brancas,
iguais,
que ditam uma
música uníssona
t@c-tac-tac
tac-tac-t@c.

Enquanto isso,
surgem mil pop-ups,
<Hi big guy, do you wanna enlarge your brain?
= Yes?
= No?
= See later?
= Spam?
uma por cima da outra,
mil abas,
[Open tab/Close tab
<UOL
<Steam
<Brazzers
<Wind Guru
<Pirate Bay
<ESPN
<Spotify
<Google
<Yahoo Mail
<G1
<Reddit
uma atropelando outra,
mil comandos,
<Give a order:
[Close?
[Open?
[Pass?
{Stay /y? /n?
um desmandando outro,
de trás deles,
surge o meu desejo:
fica a uns
mil quilômetros daqui,
no Caribe (N 21.46911° W 78.65689),
águas calmas,
tomando água de coco.

Areias fofas,
um coqueiro tombado,
a paixão ao meu lado,
nuvens brancas,
calor ameno.
“esqueça”,
(press ESC)
me grita uma
inconsciência
de menino.
“ao trabalho”,
[{(Microsoft Office 1991/2017 ©
grita o homem
assalariado,
em busca de uma
fortuna
imaginária.

E volto a mim:
“volte!”:
(CTRL+Z)
uma pura ficção,
dum wallpaper,
imóvel, estático;
ilusão que me coloca
num papel de bobo,
(->!Click here and be happy!
!Click here and won a big big big prize!
!15 secrets to be a great celebrity!<-)
me faz de tol@,
num mundo de virtualidades.

Mas venho aqui:
“venha!”:
(Shift+Home)
uma pura ilusão,
duma imagem chapada,
que só atiça,
um corpo imóvel,
morto, sedentário,
frente a um desejo
insaciável
por um parco salári@.

<Exit?:
<End?:
<Enjoy?:
</y?
</n?

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Depredação do patrimônio público

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No meio do cachimbo tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do cachimbo
Tinha uma pedra
No meio do cachimbo tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas vistas tão fagulhadas
Nunca me esquecerei que no meio do cachimbo
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do cachimbo
No meio do cachimbo tinha uma pedra.

Um adendo (17/8/18): neste mundo tão redondamente disforme, em que a terra gira e gira e gira e não saímos do lugar, a não ser quando giramos bêbados, as coincidências, convergências e convexidades existem e acontecem, não é mesmo? Sejam pastiches, colagens, reproduções, aproximações, homenagens, entre outros termos próximos e coexistentes entre si que indicam a familiaridade entre palavras e ideias.

Aproximados por uma pessoa em comum, neste caso o editor da revista virtual R.Nott, Vinícius F. Barth, eu e o também poeta/escritor/mil-e-uma-coisas Guilherme Fernandes Garcia, tivemos a mesma ideia – fazer um poema em cima do poema de Drummond -, mas em diferentes épocas da vida, o que foi descoberto na tarde do dia de hoje indicado acima.

Guilherme escreveu:

Nunca me esquecerei deste acontecimento
Na vida de minhas pupilas tão dilatadas
Nunca me esquecerei que no meio do cachimbo
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do cachimbo
No meio do cachimbo tinha uma pedra

Enquanto eu, posteriormente, escrevi:

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas vistas tão fagulhadas
Nunca me esquecerei que no meio do cachimbo
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do cachimbo
No meio do cachimbo tinha uma pedra.

Acredito que tudo foi uma aproximação de pensamento. Não tive e nunca tive a intenção de plagiá-lo, copiá-lo, roubá-lo, sendo que não havia lido sua obra anteriormente. Já lhe disse que considero ele como sendo um poeta foda pra caralho e que não precisaria me apropriar assim de sua obra, a torto e a direito, que se a coisa ocorreu, foi por pura coincidência das ondas pensantes e vibrantes.

Espero que assim se esclareça a dúvida.

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Doidera
toda essa sujeira
ainda bem que é besteira
que vem e vai e cai
indo pelo ralo
pro fundo do buraco raso
oco e fosco
torto e tosco
como é o poço
onde eu jogo todos
e assim fico sozinho
por cima da carne seca
sossego, sombra e água fresca
me traz um aperitivo, minha deusa?
e fico
só afugentando os urubus. as hienas
por puro ciume e egoismo
cinismo antes só visto
no festival de cinema de veneza
o maniaco obsessivo
virou menino prodigio
minha parte eu nao partilho
minha carne é meu charme
e espero que nunca acabe
porque assim vou ter tudo
e rir tão alto de tal absurdo
ensurdecerei todos
todos na palma da minha mao
ao alcance da visão
e se fugitivo fizer
eu venho, vejo e venço
e nem jogo no poço
[este sim, para todos
grito cala a boca, porra
e mando direto pro calabouço
[este sim, para tolos.

 

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