Meu nome é André. André, o gigante. Sim, é uma coincidencia. Eu sou André e gigante como André, o gigante. Poucos conhecem, mas quandofaço lembrar, todos reconhecem. Bobagem. Meu pai é dono de uma grande empresa, empresa de lápis de colorir. E ele não é grande, nem minha mãe. Estranho, mas verdade. Só nao é mais estranho quando digo que tenho como segurança, guarda costas, um anao.

Quando tinha 17 anos, media 1,95. Hoje tenho 25, 2,20. Meu pé é 50, minhas roupas 55. Quanto ao meu xará, somos iguais só no nome e no tamanho, se bem que nem sei quanto ele mede. Ele deve tocar minha cabeça e eu a dele. Só que eu não luto luta livre e nem tento quebrar o recorde de beber mais cervejas de uma vez só, 119 em 6 horas. Me preocupo mais com bonsais. E xadrez.

O Jairo é um companheirasso, tá comigo em todo lugar. Ele é pratico pra caralho, com o perdao da palavra, mas é mesmo. Eu fico, ele vai, eu nao passo, ele entra, eu aponto, ele pega, como um completasse o outro, Davi e Golias amigos depois da briga. E graças ao Jairo, ninguem se mete comigo, Parece brincadeira, mas ele é faixa preta em Hapkido. O último que veio pra cima ele deu no saco. Certeiro. E bem feito.

Anúncios
Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

Eu perguntei
Qual voce quer?
Ela pediu
Hoje, de hortelâ
Al Green
Eu pus e ela pôs-se a possuir a minha posse
Possuidamente.

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

Nao é durante as noites e madrugadas, como atacado por vampiros sedentos de punhos e pescoços, mas é em diferentes minutos das vinte quatro horas que eu sinto o sangue vazar. Acabou, só que mesmo no copo vazio sempre sobra um chorinho de lágrimas a beber. Não devia falar sobre o assunto, eu sei, tocar o hematoma que dói, o roxo cor de dor, que deveria esquecer e viver, contudo suas coisas ainda estao aqui, num cantinho, de cantinho, mas estao. A bola de 15 pontas sempre me aponta as direçoes por onde voce andou pelo meu quarto, pela minha casa, os caminhos que trilhou e agora o vento venta, o sol ensola, a chuva leva e tudo vai indo, devagarinho, pra ter um gostinho. Não sei escrever bem palavras de amor, a desgraça sempre foi meu forte, só que não é isso agora e sim é um tanto, uma mistur
a, uma coisa, um negócio… Questiono se é o desespero que bate a minha porta ou é o frio do vazio que faz a madeira estralar? Se for o frio, não adianta bater. Se for o desespero, tento lidar sem medo. Sou um desesperado na espera do inesperado. O meu corpo a cobrir o seu, o seu nome a combinar com o meu, o nosso que virou pega que o filho é teu. Filho? Qual vai ser o nome? O que restou? Fotos, mimos, um farelinho dentro da gaveta, a camiseta amarela adocicada. Coisas e mais coisas que só a gente entende, que só a gente viveu e sabe como faz, duma maneira única e exata, como desamarrar os cadarços e amarrar teus dedos. Moça bonita, veja, somos e fomos como vários por ai que só de olhar pro outro fica na dúvida se é aquilo mesmo ou se por trás tem mais para matar a nossa sede. Revejo os bons momentos, lembro dos acontecimentos, deixo a merda cair no esquecimento. Tomo uma cerveja e levanto a cabeça. Nem eu entendo porque escrevi isso, abestalhado dolorido romantico, como nunca entendi porque, onde, como e quando, entretanto. Poderia escrever muito, falar já não me adianta mais, assim como não vai adiantar querer me esquecer. Palavras de amor, ai, ai, como são tolos aqueles que escrevem cartas de amor, mas são mais tolos ainda os que nunca escreveram o amor. Se quiser ler, leia, se não quiser, ria com os quadrinhos. Vai ser melhor. O sangue jorra em diferentes periodos do dia, os vampiros usam filtro solar, coisa que você sempre me disse pra fazer, assim como me disse pra te escutar. Só que nem orelhas de Dumbo me tirariam de tal surdez. Azar.

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário
Espanca
Espanca
A flor bela
Espanco
Espanco
Até sair manco
E o tamanco
Quebrado rachado
Pelas pétalas
Das flores belas
Do maracujá
Que não combinam
Com o jardim
Mascarando colorindo
As sutilezas
Do puro e belo
Nobre e branco
Jasmin.
Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

mulher

porque és assim? porque, vejo tuas pernas e me controlo para não ser primitivo e morder, morder e me saborear de tuas coxas, de teus joelhos, do par inteiro como um rói osso da idade da pedra? mulher, quando me deparo com teus seios, ambos me atraem mais forte que a orbita de qualquer planeta, me puxam a atenção como a tentação clama o cristão? porque, mulher? porque tua boca, mulher, ah, tua boca, com lingua, dentes, gostos, mulher, tua boca é tão poço de desejos que preciso me jogar e me afogar de vez nisso tudo para realizar-me? e teus braços, mulher, teus braços tão mais quentes que o abraço do rei sol num dia frio de inverno, tão aconchegantes quanto sofá e coberta e pipoca? mulher, me responde, me diga? teu ventre, tão único e singelo que só dele e apenas dele poderia ter sai
do um fruto bendito e sagrado como jesus, que só nele se faria algo tão singelo e simples como um furinho chamado umbigo? mulher, tua face, sabes, o sorriso em tua face tem o brilho invejado pelo maior dos diamantes? mulher, já pensaste nisso, que teu sorriso é o santo graal das graças e desgraças, dos desejos e respostas? que teu sexo, teu sexo é a flor que todo jardim gostaria de ter, é o que a rosa apenas metade é, o que o jasmin inveja o perfume, o que a orquidia aspira em ser, ah mulher, teu sexo, mulher, te dás conta? teus olhos, a joia nobre da coroa real, verdes que esmeralda alguma conseguiu ser, misteriosos e calmos como o profundo do mar, tens consciencia? entenda, mulher, sei que és isso, tudo isso e mais de muito disso, que pra falar o todo de ti teria eu que ser chronos pois me faltaria tempo terreno, mulher, que és infinita, inacabavel, inicio, metade, fim, completa e só tu podes ser, mulher, que ainda não te conheço bem, sequer um dia saberei de ti o alpha e omega, que minha tentação pra provar o que vem de ti é interminável, que és o labirinto do minotauro, és unica e impar como o um, mulher, que me explique, mulher: porque és assim? porque fazes isso de mim, porque tanta curiosidade, tanto desejo, tanta afliçao, tanto querer? porque, mulher? porque?

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

ando chato pra tudo
e tudo me parece chato
o dia que nasce me beira o negro
penso que choverá a qualquer momento
e nisso tudo só falta o papa morrer
pra minha fé toda acabar

a pressão é constante,
o fundo do mar em terra firme
reprimo, recrimino e repudio
e não esqueço de lembrar
não será o singular nem o plural
que poderão me ajudar

sou cada vez mais ácido
ácido e falso e melancólico e irreal
ácido como acetilsalicílico
falso como profeta de praça
melancólico como drama na madrugada
irreal como o eu te amo daquele
que me trai

procuro a verdade em cada canto da cidade
mas tudo que acho são mentiras
as mesmas de sempre, que seja dito
e na verdade nem preciso achar
me olho no espelho e vejo que sou uma
bem debaixo do meu nariz e não é meu bigode

e não creio que você leu até aqui
e não creio que irá sorrir pra mim
minha cara de cu é tão feia
que toda vez que eu falo
pode ter certeza
não é minha voz,
sou eu que peido.

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

Quando se deu conta, sonolento, viu que Carla se fazia por cima. Percebeu o cavalgar pelo movimento dos seios livremente a balançar…

– Ai, é que de repente, sabe, eu senti um vazio dentro de mim e sabia que só você podia preencher, dizia ela subindo e descendo, subindo e descendo…

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário